Introdução
A palavra “castigo”, do nosso ponto de vista humano, nunca encerra em si uma coisa feliz, mas, a Palavra do Senhor revela-nos que, quando a correção vem de Deus, ela produz mais que alegria, ela gera bem-aventurança. Nas línguas originais em que foram escritos o Antigo e o Novo Testamento aparecem quatro palavras para a idéia do castigo – nenhuma delas têm o sentido de punição. Logo, quando Deus castiga o ser humano, pensa em corrigi-lo, aprimora-lo ou prepará-lo para desafios mais elevados em sua vida. O castigo de Deus é disciplina corretiva e não meramente penalidade punitiva. No português, a palavra castigo vem do latim castum agere que quer dizer tornar-se casto, puro, limpo, corrigido.
Precisamos também ponderar que não podemos dizer que todo o sofrimento é fruto de correção de Deus (Jô, embora não fosse absolutamente perfeiro, parece que não fez nada para que merecesse seus sofrimentos).
A atitude do ser humano quando recebe o corretivo vindo do Todo-Poderoso é que irá definir se a ação de Deus tornou-se punição ou se transformou
Por que algo que, aparentemente, só produz em nós coisas ruins como o castigo, quando aplicado por Deus, pode nos gerar bem-aventurança?
I. PORQUE DEUS, QUANDO NOS CASTIGA, NOS TRATA COMO FILHOS AMADOS A QUEM QUER MUITO BEM. Da mesma forma que a Bíblia determina que um pai terreno deve castigar seu filho (Pv 13.24; 19.18; 23.13,14; 29.15), o Pai celeste disciplina aqueles a quem Ele ama, pois são seus filhos (Hb 12.6). A nação de Israel do ponto de vista coletivo é o filho de Deus (Ex 4.22, Os 11.1, Mt 2.15, Rm 9.4). Porém, mais do que isso cada salvo da igreja, seja judeu ou gentio, é um filho de Deus de modo individual, por força de estar unido ao Filho unigênito de Deus (Rm 8.14-19, 29; Gl 4.1-7; Ap 21.7). Quem recebe esta revelação deve regozijar-se no Senhor!
II. PORQUE DEUS, QUANDO NOS CASTIGA. NÃO APENAS VISA COIBIR O ERRO, MAS SIM, REFORÇAR NOSSOS ACERTOS. Isso nos leva a melhorar nosso caráter e nos conduz a nos autosuperar e produzirmos mais frutos para o Senhor que temos produzido (Jo 15.2). Isso gera sentido à vida e bem-aventurança.
III. PORQUE DEUS, COMO É ABSOLUTAMENTE JUSTO DISTINGUI O NOSSO PECADO DE NÓS MESMOS E NUNCA SE EXCEDE NA DISCIPLINA QUE SOBRE NÓS APLICA. “Ele conhece nossa estrutura e lembra-se que somos pó” e nos perdoa (Sl 103.3, 8-14). Isso produz em nós uma felicidade tal que podemos bendizer ao Senhor com alegria (vv. 1-3 do mesmo salmo).
IV. PORQUE DEUS, QUANDO NOS CASTIGA, É ESPECÍFICO, NÃO FAZ CONEXÃO DE UM PECADO QUE ELE QUER CASTIGAR COM OUTROS ERROS PRÓPRIOS DA NOSSA FALIBILIDADE HUMANA. Por isso, o Senhor mesmo se compromete em resolver os sofrimentos advindos do castigo que ele nos aplica (Jó 5.18). Isso é motivo para nós nos regozijarmos no Senhor.
V. PORQUE DEUS, QUANDO NOS CASTIGA, FAZ ISSO COM SEU AMOR E NÃO COM TERRORISMO, ELE PROCURA NOS LIBERTAR DE UMA VEZ POR TODAS DO PECADO QUE QUER NOS ESCRAVIZAR. No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo (1 Jo 4.18,19). O homem quando puni o faz com ódio. Deus quando corrigi o realiza com muito amor porque é Pai. O rei Davi não quis cair nas mãos dos homens, depois que pecou arrogantemente, ao querer fazer o censo de seu exército (2 Sm 24.14), tendo oportunidade de Escolher o “homem segundo o coração de Deus” preferiu ser castigado pelo Todo-Poderoso.
Conclusão
1. Peçamos discernimento ao Senhor para distinguirmos se nossa luta é conseqüência natural de escolhas erradas (pecados) feitas. Se for este o caso, entendamos que o Senhor como Pai amoroso quer sua correção e restauração.
2. Aumentemos nossa intimidade com Deus. Se o Senhor nos mostrar que Ele está nos castigando, aproximemo-nos d’Ele e iremos perceber o seu amor e seu cuidado sobre a nossa vida.
3. Sejamos zelosos e arrependamo-nos (Ap 3.19). Se o castigo de Deus visa mudança de atitude, certifiquemo-nos da área que carecemos de nos santificar e peçamos ajuda do Espírito Santo para que Ele nos auxilie.
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