Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram. Hebreus 13:9

Assembléia de Deus
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Estudos

30/06/2009 / Estudos

Segredos da Felicidade [...] - Parte 2

Bem Aventurado aquele a quem o Senhor castiga

Pr. Robson Brito http://www.admaringa.com.br

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Introdução


 


A palavra “castigo”, do nosso ponto de vista humano, nunca encerra em si uma coisa feliz, mas, a Palavra do Senhor revela-nos que, quando a correção vem de Deus, ela produz mais que alegria, ela gera bem-aventurança. Nas línguas originais em que foram escritos o Antigo e o Novo Testamento aparecem quatro palavras para a idéia do castigo – nenhuma delas têm o sentido de punição. Logo, quando Deus castiga o ser humano, pensa em corrigi-lo, aprimora-lo ou prepará-lo para desafios mais elevados em sua vida. O castigo de Deus é disciplina corretiva e não meramente penalidade punitiva. No português, a palavra castigo vem do latim castum agere que quer dizer tornar-se casto, puro, limpo, corrigido.


Precisamos também ponderar que não podemos dizer que todo o sofrimento é fruto de correção de Deus (Jô, embora não fosse absolutamente perfeiro, parece que não fez nada para que merecesse seus sofrimentos).


A atitude do ser humano quando recebe o corretivo vindo do Todo-Poderoso é que irá definir se a ação de Deus tornou-se punição ou se transformou em correção. De um lado, para o Faraó dos tempos de Moisés, os castigos de Deus tornaram-se somente punição (Ex 7.19 ao cap. 11 e 12.29-33, 14.27-31); por outro lado, o Faraó do tempo de Abraão foi correção (Gn 12.17-20). Neste sentido, Paulo foi castigado com a cegueira (At 9.1-9), mas Barjesus (Elimas, o mago) foi punido (At 13.6-12).


Por que algo que, aparentemente, só produz em nós coisas ruins como o castigo, quando aplicado por Deus, pode nos gerar bem-aventurança?


I. PORQUE DEUS, QUANDO NOS CASTIGA, NOS TRATA COMO FILHOS AMADOS A QUEM QUER MUITO BEM. Da mesma forma que a Bíblia determina que um pai terreno deve castigar seu filho (Pv 13.24; 19.18; 23.13,14; 29.15), o Pai celeste disciplina aqueles a quem Ele ama, pois são seus filhos (Hb 12.6). A nação de Israel do ponto de vista coletivo é o filho de Deus (Ex 4.22, Os 11.1, Mt 2.15, Rm 9.4). Porém, mais do que isso cada salvo da igreja, seja judeu ou gentio, é um filho de Deus de modo individual, por força de estar unido ao Filho unigênito de Deus (Rm 8.14-19, 29; Gl 4.1-7; Ap 21.7). Quem recebe esta revelação deve regozijar-se no Senhor!


II. PORQUE DEUS, QUANDO NOS CASTIGA. NÃO APENAS VISA COIBIR O ERRO, MAS SIM, REFORÇAR NOSSOS ACERTOS. Isso nos leva a melhorar nosso caráter e nos conduz a nos autosuperar e produzirmos mais frutos para o Senhor que temos produzido (Jo 15.2). Isso gera sentido à vida e bem-aventurança.


III. PORQUE DEUS, COMO É ABSOLUTAMENTE JUSTO DISTINGUI O NOSSO PECADO DE NÓS MESMOS E NUNCA SE EXCEDE NA DISCIPLINA QUE SOBRE NÓS APLICA. “Ele conhece nossa estrutura e lembra-se que somos pó” e nos perdoa (Sl 103.3, 8-14). Isso produz em nós uma felicidade tal que podemos bendizer ao Senhor com alegria (vv. 1-3 do mesmo salmo).


IV. PORQUE DEUS, QUANDO NOS CASTIGA, É ESPECÍFICO, NÃO FAZ CONEXÃO DE UM PECADO QUE ELE QUER CASTIGAR COM OUTROS ERROS PRÓPRIOS DA NOSSA FALIBILIDADE HUMANA. Por isso, o Senhor mesmo se compromete em resolver os sofrimentos advindos do castigo que ele nos aplica (Jó 5.18). Isso é motivo para nós nos regozijarmos no Senhor.


V. PORQUE DEUS, QUANDO NOS CASTIGA, FAZ ISSO COM SEU AMOR E NÃO COM TERRORISMO, ELE PROCURA NOS LIBERTAR DE UMA VEZ POR TODAS DO PECADO QUE QUER NOS ESCRAVIZAR. No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo (1 Jo 4.18,19). O homem quando puni o faz com ódio. Deus quando corrigi o realiza com muito amor porque é Pai. O rei Davi não quis cair nas mãos dos homens, depois que pecou arrogantemente, ao querer fazer o censo de seu exército (2 Sm 24.14), tendo oportunidade de Escolher o “homem segundo o coração de Deus” preferiu ser castigado pelo Todo-Poderoso. 
 


Conclusão
 


1. Peçamos discernimento ao Senhor para distinguirmos se nossa luta é conseqüência natural de escolhas erradas (pecados) feitas. Se for este o caso, entendamos que o Senhor como Pai amoroso quer sua correção e restauração.


2. Aumentemos nossa intimidade com Deus. Se o Senhor nos mostrar que Ele está nos castigando, aproximemo-nos d’Ele e iremos perceber o seu amor e seu cuidado sobre a nossa vida.


3. Sejamos zelosos e arrependamo-nos (Ap 3.19). Se o castigo de Deus visa mudança de atitude, certifiquemo-nos da área que carecemos de nos santificar e peçamos ajuda do Espírito Santo para que Ele nos auxilie.

4. Tomemos cuidado para não nos precipitar como os amigos de Jó, julgando que todos aqueles que sofrem estão debaixo de alguma espécie de castigo da parte de Deus (Mt 7.1).


Confira o vídeo desse estudo clicando aqui!

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