1) A palavra escândalo, no gr. scandalon, tem dois sentidos etimológicos parte da armadilha onde o caçador punha a isca, ou se relacionaria com escandelai, scandelai, as pedras contra as quais se topava e levava o caminhante a tropeçar e a cair.
1) A pergunta “és tu aquele que havia de vir ou esperamos outro?”, feita por João Batista está
2) Antes disso, João Batista, cumprindo seu chamado, como se auto-intitulava “a voz que clama no deserto” (Jo 1.23), anunciou que Jesus de Nazaré é o Cristo de Deus (Jo 1.34):
3) Então, reflito: A pergunta “és tu aquele que havia de vir ou esperamos outro?” é sincera porque JB estava com dúvidas acerca da identidade de seu parente? Ou é um questionamento meramente retórico, a fim de que os seus dois discípulo (Mt 11.2) creiam no Nazareno ou para que Jesus se manifeste como Messias às multidões?
4) Creio que não é uma pergunta somente retórica! João detido no cárcere, como é normal a quem está preso se abalou espiritual, emocional e fisicamente. Ele como provavelmente um dissidente da seita dos essênios esperava um Messias completo (do seu ponto de vista) que livrasse Israel das mãos opressoras dos romanos. Isso não estava acontecendo. Ele fora encarcerado pelo ímpio Herodes, continuava trancafiado e injustiçado em um calabouço. E pior de tudo: o dito Messias não fazia nada a respeito. Repare que a resposta de Cristo também está em código (Mt 11.5). O Senhor refere-se a profecias de Isaías a cerca dos sinais que atestariam o messianato d’Ele: cegos enxergando (Is 29.18, 35.5); aleijados andando (35.6, 61.1); leprosos sendo purificados (61.1); surdos ouvindo (29.18, 35.5); mortos sendo ressuscitados (implícito em 11.1,2); e pobres sendo destinatários do Evangelho (61.1,2). Todavia, Jesus evita mencionar o sinal messiânico de Isaías 61.1: “proclamar liberdade aos cativos”. Do contrário, acrescenta: “E bem-aventurado é aquele que se não escandalizar em mim” (Mt 11.6). Parafraseio aplicando ao nosso contexto atual: É verdadeiramente feliz, isto é, descobriu o sentido da vida quem não se frustra com Jesus Cristo, duvidando de sua identidade como Deus e SENHOR por que não vê atendidas seus desejos no tempo e do jeito que quer.
Lições que este episódio a respeito do relacionamento entre Jesus Cristo e João Batista pode lhe dar:
I. NÃO CONDICIONE A IDENTIDADE E O PODER DE DEUS, DE JESUS CRISTO E DO ESPÍRITO SANTO MERAMENTE À SUA VIDA PESSOAL. Ele mesmo o disse: “Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR?” (Gn 18.14; cf. Jr 32,17). Todas as obras das suas mãos são feitas pela sua grande sabedoria (Sl 104.24), e assim Ele pode tirar ou colocar reis, mudar os tempos e estações, conforme lhe parecer bem (Dn 2.21).
II. ANTES DE ORAR A RESPEITO DE ALGO QUE VOCÊ DESEJA, TENHA CONVICÇÃO DA VONTADE DEUS A RESPEITO DO MOTIVO DE SUA ORAÇÃO (1 Jo 5.14; Mt 6.10).
III. LEMBRE-SE QUE DEUS SE COMPROMETE
IV. ESTEJA CONSCIENTE DE QUE DEUS NÃO SERÁ MENOS DEUS POR NÃO LHE DAR TODAS AS PROMESSAS BÍBLICAS QUE VOCÊ PENSAVA SER DESTINADAS A VOCÊ. Quem pode definir a natureza e essência do Deus infinito? Não só os seus caminhos são “inescrutáveis” (Rm 11.33), como também sua natureza e seu ser ultrapassam nossa compreensão.
V. PERCEBA QUE ATÉ A LEITURA BÍBLICA, PARA SER BEM APLICADA À SUA VIDA PESSOAL, DEVE SER CONDICIONADA À VONTADE E AO TEMPO DE DEUS (Is 61.1,2a - Jesus não aplicou todo o conteúdo das profecias a si, durante seu ministério terreno – Lc 4.18,19 – Is 61.2b).
VI. ENTENDA QUE ASSIMILAR A VERDADE DE QUE O TEMPO DE DEUS ESTÁ
VII. LEMBRE-SE QUE A GLÓRIA DE DEUS NEM SEMPRE SE MANIFESTA POR MEIO DE HISTÓRIAS COM HAPPY END (Mt 14.1-12).
VIII. MESMO QUE FICAMOS FRUSTRADOS COM JESUS E, ÁS VEZES, DUVIDAMOS DELE (COM SINCERIDADE), ELE NÃO NOS EXLUI, MAS, CONTINUA NOS AMANDO E RESPEITANDO NOSSO VALOR (Mt 11.7-19).
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