Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram. Hebreus 13:9

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Estudos

22/09/2009 / Estudos

Nova Ordem Mundial, Globalização e a segunda Vinda de Cristo [...] - Parte 2

As nações do ponto de vista bíblico-dispensacional

Pr. Robson Brito http://www.admaringa.com.br

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A palavra dispensação deriva do termo grego “oikonomia” que por sua vez significa economia que é a “boa ordem na administração na despesa de uma casa”. Encontra-se quatro vezes no N.T. (Ef. 1.10; 3.2; 3.9; Cl 1.25). 

No uso bíblico a dispensação representa a administração que Deus faz em Sua grande “casa universal” por de sua soberania. O estudo das dispensações revela como Deus usa diferentes classes de povo em várias eras determinadas por Ele para alcançar Seus propósitos. A Bíblia mostra três classes distintas de povo com os quais Deus tem relações:


1) A nação judaica: (Rm.9:4,5; Jo 4:22; Rm.3:1,2);


2) A nação santa - A Igreja de Deus. (1 Pe 2.9; Ef. 1:22,23; 5:29-33; I Pd.2:9). (I Co. 10:32).


3) As outras nações da Terrra (Ef. 2:11,12; 4:17,18) 


Vejamos neste estudo como Deus lida com as nações por meio do sistema interpretativo das Dispensações.


I. DISPENSAÇÃO DA INOCÊNCIA (Gn 1.26 a Gn 3.6)


Seu início deu-se na criação e findou-se na queda de Adão. O tempo não é revelado. 

Ascendentes das Nações: Os nossos primeiros “pais” Adão e Eva de quem se originaria todos os seres humanos e, por conseqüência, todas as nações.

II. DISPENSAÇÃO DA CONSCIÊNCIA (Gn 3.7 a 8.14)


Esta dispensação abrangeu do período compreendido desde a queda do homem até o dilúvio. 

Os ancestrais das nações gentias e dos hebreus: Vemos que, neste período, de Caim descende uma linhagem ímpia (Gn 4.17 a Gn 4.24) - Vemos aqui que a grande maioria da humanidade (o começo de cidades e civilizações penderam para o distanciamento do Senhor. Entretanto, de Sete origina-se uma linhagem piedosa (Gn 4.25 a Gn 5.32).

III. DISPENSAÇÃO DO GOVERNO HUMANO (Gn 8.15 a Gn 11.32) Esta dispensação perdurou cerca de 427 anos. Desde o tempo do Dilúvio até a dispersão dos homens sobre a superfície da terra, sendo consolidada com a chamada de Abraão (Gn. 10.15; 11.10-19;12.1). 

O início da nação hebréia e as outras Nações: Neste período, com o êxodo começa se configurar a genese da identidade dos hebreus como povo escolhido por Deus para ser-Lhe propriedade peculiar, e ser uma nação santa, um reino de sacerdotes (Ex 19.5,6) para testemunhar às nações as grandezas do Senhor (Is 43.10-12). 

IV. DISPENSAÇÃO PATRIARCAL (Gn 12.1 a Ex 19.7)


Teve início com a Aliança de Deus com Abraão, cerca de 1963 a.C., ou seja, 427 anos depois do dilúvio. Sua duração foi de 430 anos (Gl 3.17). 

A nação hebréia e as outras Nações: Esta dispensação foi fundamentada na promessa do Senhor para com a descendência de Abraão, a nação hebraica (Hb 11.9,13). O plano de Deus não era fazer de Abraão uma nação excludente; mas sim o objetivo do Senhor é que em Abraão seriam benditas todas as nações da terra (Gn 12.1-3; 22.18). 

Nesta dispensação começam surgir os impérios mundiais.

V. DISPENSAÇÃO DA LEI (Ex 19.8 até o brado “está consumado!” – Jo 19.30 e Mt 27.50, Mc 15.37, Lc 23.46).


Ela teve início em Êx. 19.8, quando o povo de Israel proclamou dizendo que “tudo que o Senhor falou, faremos.” Sua extensão é de 1430 anos. Do Sinai ao Calvário; do Êxodo à cruz.

A nação de Israel e as outras Nações: Mais ou menos 1400 A.C., Deus guiou os descendentes de Israel a deixar o Egito sob a direção de Moisés e deu a eles a Terra Prometida, Canaã. Através de Moisés, Deus deu ao povo de Israel a Lei e fez uma aliança (testamento) com eles: se eles permanecessem fiéis a Deus e não seguissem a idolatria das nações ao seu redor, eles iriam prosperar. Se eles abandonassem a Deus e seguissem aos ídolos, então Deus iria destruir sua nação. Todavia, é preciso considerar que, quando as leis civis de uma nação tomam a Lei de Moisés como exemplo, a justiça reinará abertamente. É um modelo de ética e de direito porque foi o Senhor quem deu a seu povo. 

Através de Moisés, Deus deu ao povo de Israel a Lei e fez uma aliança (testamento) com eles: se eles permanecessem fiéis a Deus e não seguissem a idolatria das nações ao seu redor, eles iriam prosperar. Se eles abandonassem a Deus e seguissem aos ídolos, então Deus iria destruir sua nação. 

Mais ou menos 400 anos depois, durante os reinos de Davi e seu filho Salomão, Israel se solidificou em um reino grande e poderoso. Deus prometeu a Davi e Salomão que um Descendente deles reinaria como um Rei eterno, nesta promessa vemos a prefiguração de Cristo. 

Depois do reino de Salomão, a nação de Israel foi dividida. As dez tribos do norte se chamaram de “Israel”, e eles duraram mais ou menos 200 anos até que Deus os julgou por sua idolatria: Assíria levou Israel cativo mais ou menos 721 A.C. As duas tribos do sul foram chamadas de “Judá”, e elas duraram mais tempo, mas eventualmente também abandonaram a Deus. Babilônia levou eles cativo mais ou menos 600 A.C. 

Mais ou menos 70 anos depois, Deus graciosamente trouxe o restante dos cativos de volta a sua própria terra. Jerusalém, a capital, foi reconstruída mais ou menos 444 A.C., e Israel mais uma vez estabeleceu sua identidade nacional. Dessa forma o Velho Testamento termina.

VI. DISPENSAÇÃO DA IGREJA


Esta dispensação começou com a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo e terminará em plenitude com o arrebatamento da Igreja; porém, seus efeitos continuarão até Apocalipse 8.1-4.

A nação Santa, a nação de Israel e as outras nações: O Senhor Jesus, o Salvador do Mundo, veio para o que era seu, o povo judeu (Jo 1.11,12), mas os seus não o receberam, mas todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem filhos de Deus. Pela igreja o Senhor une gentios e judeus – o grande mistério revelado a Paulo (Ef 2.11-22). E agora a igreja, a nação santa, deve cumprir a missão de Deus de alcançar as outras nações da terra (At 1.8; Ap 5.9,10). 

Interessante que, na última pesca milagrosa, foram pegos a quantidade de peixes que perfaziam o número de nações existentes na época de Jesus (Jo 21.11); é muito significativo as nações representadas no dia de pentecostes (At 2.8-11). 

Depois do arrebatamento da igreja, haverá a Grande Trbulação, que, do ponto de vista dispensacionalista, é um hiato de tempo a fim de que Israel se arrependa do pecado da rejeição do 

VII. DISPENSAÇÃO DO REINO DE CRISTO


Esta dispensação tem sua duração determinada em Apocalipse 20.1-6. É também chamada de a dispensação Teocrática ou do Governo Divino. Terá sua ocorrência logo após o julgamento das nações descrito em Mateus 25.31-46 e antes do Juízo do Grande Trono (Ap 20.11).

Depois desta dispensação haverá os séculos vindouros, e os salvos estarão com Cristo de eternidade à eternidade.

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