Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram. Hebreus 13:9

Assembléia de Deus
Sede - Maringá / Paraná)

Estudos

01/06/2010 / Estudos

Parte 5:Milagres operados por Deus por meio do ministério do profeta Eliseu

Como Receber o Milagre de Deus

Pastor Robson Brito admaringa

Rio Jordão



         C U L T O    D E    E D U CA Ç Ã O    C R I S T Ã


 


SÉRIE: Como Receber o Milagre de Deus


 


AUTOR: Pr. Robson Brito


MINISTRANTE: Ev. Daniel Ramos – Co-Pastor da Sede


 


Texto Bíblico: 2 Re 5.1-14.


 


Parte 5: Milagres operados por Deus por meio do ministério do profeta Eliseu


 


Eliseu – “Deus é Salvador”, começou seu ministério no reinado de Jorão, provavelmente cerca de 850 a.C. continuando através dos reinados de Jeú e Jeoacaz, e morrendo no reinado de Joás, pouco depois de 800a.C. Sua história se encontra registra nas Escrituras de 1 Re 19.16 até 2 Re 13.21. Quase tudo quanto se registra deste homem de Deus são milagres. Ele ministrou por 55 anos durante os reinados de Jorão, Jeú, Jeoacaz e Joás.


 


Como Eliseu pediu porção dobrada (2 Re 2.9) do Espírito que agia na vida do profeta Elias (que fizera sete milagres) foi o instrumento por meio do qual, no poder do Espírito, realizou treze milagres em vida; e o último milagre feito por Deus em seu ministério foi realizado através de seus ossos, depois de sua morte – quando um homem lançado em sua sepultura foi ressuscitado. Esta maravilha completou um total de quatorze milagres, número exatamente duas vezes maior do que o número realizado por Elias seu mentor e antecessor.


 


Milagres do ministério de Eliseu:


1.     Abertura das águas do rio Jordão,


2.     Purificação das águas de uma fonte, que eram ruins,


3.     Juízo contra 40 adolescentes insolentes, provavelmente, adoradores do bezerro de Jeroboão, quando uma ursa os despedaça.


4.     Surgimento na terra água para matar a sede do povo de Israel.


5.     Multiplicação do azeite da viúva,


6.     Cura da esterilidade de uma mulher sunamita,


7.     Ressuscitamento do mesmo menino,


8.     Saneamento do caldo de ervas venenosas,


9.     Multiplicação de pães de cevada e de espigas verdes,


10.   Cura da lepra de Naamã,


11.   Flutuação de um machado de ferro,


12.   Juízo de lepra contra Geasi por seu pecado de simonia,


13.   Libertação de Samaria pelos carros invisíveis “de Eliseu”,


14.   Ressuscitamento de um homem lançado na sepultura deste profeta.


 


Em cada milagre destes, há ensinos preciosíssimos, mas, por causa do tempo, iremos priorizar as dentre dos quatorze milagres, as lições que se pode aprender a partir da cura da lepra do general Naamã.


 


I. LIÇÃO MISSIOLÓGICA. Deus quando quer operar milagres não faz acepção de pessoas. Naamã era estrangeiro, de um povo historicamente inimigo de Israel até hoje, mas Deus já o abençoara e ao seu povo anteriormente, por meio da sua vida (v.1b). A cura dele foi mais uma bênção, recebida pela graça de Jeová. Isto revela que os milagres e a salvação são destinados a toda espécie de ser humano, etnia e nação. Vemos aqui uma lição missiológica (Lc 4.27). A igreja também não pode esperar Deus discriminar quem o Pai quer abençoar em nossos cultos e em nossos ministérios pessoais (Tt 2.11). Você aceita Deus abençoar os não crentes?


 


II. LIÇÃO DO DISCERNIMENTO. Por vezes, alguém do povo de Deus está em situação que julgamos adversas e até achamos que são produzidas por satanás, todavia, são circunstâncias permitidas por Deus para a operação de milagres (v. 2). Paulo não disse ser preso de Nero e muito menos do diabo (Ef 4.1, Fp 3.12, Cl 4.3). Como, nós muitas vezes, o rei de Israel não conseguiu discernir isso (v.7) – diferente de Eliseu que pôde fazê-lo (v.8). Você tem discernido o trabalhar de Deus?


 


III. LIÇÃO DA HUMILDADE. O movimento com o qual Deus opera o milagre inicia com alguém que vive na condição subalterna de escrava (v. 2), a sugestão da criada sobe a patroa (v.3), dela ao grande general Naamã e deste à Sua Majestade Bem-Adad (v.4), e deste ao poder divino mediado pelo profeta. Em contraponto, com esse movimento da posição humilde para a mais elevada, Deus também nos ensina outro movimento de humilhação: O magnata Naamã tem de descer do rei ao profeta (vv. 6 a 8), deste a um servo (vv. 9 e 10), após isso desce ao Jordão (v.14), e, depois de curado e convertido, pede terra (v.17) – húmus – de onde vem a palavra “humildade”. Não há milagre sem humildade, sem consciência das próprias limitações, sem simplicidade, sem pobreza de espírito, sem submissão e sem obediência (Tg 4.6-10)!


 


IV. LIÇÃO DA GRATUIDADE. De algum modo Naamã acostumado a pagar ou fazer algo por tudo o que era e por tudo que possuía. Levou muito dinheiro para “comprar” a cura: cerca de 342,7 Kg de prata (equivale aproximadamente R$230.000,00) + cerca 68 Kg de ouro (equivale aproximadamente R$2.800.000,00) e dez mudas de vestidos se calcularmos o preço de dez ternos de luxo, típico de uma corte real (o preço, hoje, seria em torno de R$ 15.000,00). Mesmo diante da insistência de Naamã, o homem de Deus não aceitou nenhuma recompensa (v. 16). Leiamos Mateus 10.8; 1 Timóteo 6.8; 1 Pedro 4.10. Deus condena tirar vantagens pessoais daquilo que Ele opera pelo poder do Espírito Santo, o comportamento de Geasi foi deplorável, por isso, o juízo de Deus contra este auxiliar do profeta (vv 20 a 27). Por esta razão, um dos requisitos dos ministros e líderes do povo de Deus é não serem avarentos nem cobiçosos (Ex 18.21; 1 Tm 3.3; Tt 1.7,11). No NT, o sustento ministerial dos ministros é feito com muitos critérios para se evitar o pecado de simonia (At 8.17-24 - Lc 10.7, 1Tm 5.18, 1 Co 9.9).


 


V. LIÇÃO DA DOXOLOGIA. “Doxologia” é a ação de glorificar a grandeza e a majestade divinas. O Milagre glorificou a Deus a ponto de Naamã reconhecer que o Deus de Israel é o SENHOR e não o deus Rimom de sua nação. Neste sentido, este milagre é um grande sinal – como todo o milagre deveria ser: Sinaliza a glória de Deus que traz libertação, produz vida e converte os pagãos e une os povos! (vv. 15 a 19). Deus quer operar milagres!


 


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