SÉRIE: Como Receber o Milagre de Deus
AUTOR: Pr. Robson Brito
MINISTRANTE: Ev. Daniel Ramos – Co-Pastor da Sede
Textos Bíblicos: (Atos:)
Parte 8: Milagres operado por Deus por meio do ministério do Apóstolo Paulo
Muitos milagres não especificados ocorreram por intermédio do ministério do apóstolo Paulo (At 15.12; At 19.11; At 28.9); todavia, o Espírito Santo levou Lucas a especificar quatro deles: (1) o juízo contra o feiticeiro Elimas que ficou cego por atrapalhar a obra do Senhor (Atos 13.10,11); (2) a cura de um coxo de nascença (Atos 14.8-10); (3) o ressuscitamento do jovem Êutico (Atos 20.1-12); (4) a cura do pai de Públio que estava de cama enfermo de febres e disenteria (Atos 28.7,8).
Algumas lições a partir destes milagres são recorrentes nos estudos passados, mas, vamos destacar duas lições ainda não enfatizadas, a partir dos milagres operados no ministério de Paulo.
I. A PESSOA QUE DEUS USA PARA REALIZAR MILAGRES CARECE DE DISCERNIMENTO.
Discernir é: (a) perceber claramente (algo, diferenças etc.); (b) distinguir, diferenciar; (c) compreender (conceito, situação etc.); perceber, entender; (d) formar juízo; apreciar, julgar, avaliar; (e) identificar (algo) com conhecimento de causa. Deus capacitou Paulo para discernir as coisas espirituais, por isso, ele não utilizava de critérios humanos para distingui-las, pois elas são discernidas espiritualmente (1 Coríntios 2.13-14). Por ter discernimento espiritual, Paulo nos ensina que:
1) Temos que discernir o tempo de Deus (kairos - kairos) e a fé das pessoas. Paulo soube fazer isso em relação ao coxo de nascença (At 14.10). Toda pessoa usada em milagres é sensível para discernir a vontade de Deus. O que será que Paulo viu no coxo que o fez discernir que tinha fé para ser curado?
2. Temos que discernir quando estamos sendo vítima da vaidade de “roubar” ou permitir que “seja roubada” a glória de Deus e fugir disso. Não podemos aceitar que as pessoas direcionem a glória divina para outra pessoa diferente do Senhor. Paulo Não aceitou que direcionassem a glória devida a Deus para si e para Barnabé (Atos 14.11-18).
a) A Glória de Deus: É o supremo fim de seus decretos (Efésios 5: 5,6,11 e 12). A glória de Deus foi o alvo da vida e obra de Cristo (Jo 17: 1,4). Quando somos usados por Deus, há uma tendência humana das pessoas de nos admirar, mas, não se pode permitir que isso seja exagerado. A glória de Deus deve ser o alvo de nossas obras. O Senhor Jesus determinou: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5. 16).
b) Só Deus é digno de Glória: Devemos notar qual é o sentido
A partir deste pano de fundo teológico podemos entender melhor a razão pela qual Paulo e Barnabé não aceitaram a adoração dos homens de Listra. A glória de Deus é o objetivo de Sua providência. O Senhor disse por meio de Isaías: “Por amor de mim, por amor de mim é que faço isto; porque como seria profanado o meu nome? A minha glória não a dou a outrem” (Is 48. 11). Paulo sabia aceitar honras e ofertas sem tirar a glória devida ao Senhor (Atos 28.10).
II. A PESSOA QUE DEUS USA PARA REALIZAR MILAGRES DEVE ASSIMILAR A VERDADE DE QUE DEUS NÃO TRABALHA EM SÉRIE (SEMPRE DA MESMA MANEIRA).
Deus provocou o ressuscitamento do jovem Êutico, por intermédio de uma ação de Paulo que nunca Jesus fizera: o apóstolo abraçou o jovem morto (At 20.10). Já havíamos estudado que Elias foi usado em milagres, dentre outros motivos, porque era aberto para a verdade de que Deus não usa um método único na operação de maravilhas. Às vezes, o Pai nos leva a fazer algo metafórico e emblemático para estimular nossa fé e até de alguém. Por isso, o Senhor Jesus nunca usou um único método para curar.
A base bíblica para esta verdade está em
a) Efésios 3.10: “para que, agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus”; e
b) 1 Pedro 4.10: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.”