Terça Feira - 31/08/2010
Jesus enquanto esteve trabalhando em seu ministério terreno não exigia o jejum da parte de seus discípulos como prática ritualística, pois Ele estava corporalmente com eles. O jejum que João Batista e os demais judeus conheciam era uma prática do Antigo Testamento. No Novo Pacto, Jesus declara que tentar misturar Lei e a Graça seria misturar um pedaço de pano novo (que não encolheu) para remendar um tecido velho; ou ainda esta mistura seria colocar vinho novo em odres velhos – a vida e a liberdade do Evangelho estragam os odres do ritualismo formal da religião formal dos judeus.
I) O que é o Jejum bíblico?
O jejum é uma prática utilizada na medicina ocidental e oriental; no Judaísmo, no Islamismo, em outras religiões e até no satanismo. Os místicos costumam ser dados à prática do jejum. O Jejum cristão tem propósitos eminentemente espirituais, que devem ser observados por quem deseja fazê-lo para que sua pretensa prática não seja julgada por Deus como sacrifício de tolo.
Jejum bíblico não é guerra de fome; não é regime estético; não é um sacrifício para machucar o corpo (ascetismo e maniqueísmo); não é aproveitar de alguma necessidade de abstinência de comida para fazer uma “média” com Deus.
É a abstinência total ou parcial de alimento por vontade própria durante um certo tempo. Lembrando que (1) alimento é toda substância digerível que sirva para sustentar ou nutrir; (2) a água não é alimento e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo.
II) Tipos de Jejum bíblico quanto ao alimento e quanto ao tempo?
1. Sobrenatural (sem água ultrapassando o limite de três dias) – Moisés (Ex 34.28);
2. Total sem Água (limite de três dias) – Paulo (At 9.9);
3. Total com Água (além do limite de três dias)- Jesus (Mt 4.2);
4. Parcial (Dn 1.8-12; 10.2,3).
III) Pode ser considerado jejum a abstinência de outras coisas além do alimento? O jejum também. pode ser a abstinência de qualquer coisa ou hábito que produza uma satisfação (quer seja o suprimento de uma necessidade legítima, bem como a satisfação de um desejo dispensável e até vaidoso). Esta abstinência pode ser praticada como forma de adoração, de entrega e de dependência real de Deus.
IV) Como praticar o Jejum bíblico?
1. Com oração e meditação: Jejum sem oração e meditação não é o jejum bíblico. No jejum, a abstinência de alimento abate a natureza carnal e a oração e a meditação bíblica elevam o espírito.
2. Com Prudência: Ele pode variar de acordo com a idade, condição de saúde, necessidade de esforço, entre outros. Quem jejua deve se preparar física e emocionalmente para começar e para encerrar o jejum.
3. Com delimitação: Ao início do jejum deve-se dirigir ao Senhor uma oração apresentando o propósito do mesmo e, quando o jejum terminar, deve ser feita uma consagração, entregando-o a Deus.
4. Com proposição: Os propósitos devem ser elevados (que agradem a Deus: Isaías 58.5,6).
V) Qual a ligação entre Oração & Jejum com os Milagres?
Próximo estudo. Participe!