Pelo Pr. Robson Brito
Parte 1 – Como os seres humanos tomam suas Decisões
Texto Inicial: Salmo 119.112
Introdução: Nenhuma decisão que tomamos é neutra. Nossas resoluções são invariavelmente influenciadas pelo horizonte do nosso próprio mundo individual e social. Ao elegermos uma determinada solução em detrimento de outra, o fazemos baseados num padrão, num conjunto de valores do que acreditamos ser certo ou errado. É isso que chamamos de ética.
Na língua grega a palavra "ética" significa um hábito, costume ou rito. Com o tempo, passou a designar qualquer conjunto de princípios ideais da conduta humana, as normas a que devem ajustar-se as relações entre os diversos membros de uma sociedade.
Ética é o conjunto de valores ou padrão pelo qual uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma suas decisões.
ALTERNATIVAS ÉTICAS
Cada um de nós tem uma ética.
Os estudiosos do assunto geralmente agrupam as alternativas éticas em: (1)humanísticas, (2)naturais; e (3)religiosas.
Éticas Humanísticas
As chamadas éticas humanísticas são aquelas que tomam o ser humano como a medida de todas as coisas, como seu valor maior.
1) Hedonismo
Esse sistema ensina que o certo é aquilo que é agradável e prazeroso. O individualismo exacerbado e o materialismo moderno são formas atuais de hedonismo. Paulo lidou com filósofos Epicureus, que defendiam esta corrente (At 17.18). Ex. de decisão hedonista: (Gn 25.29-34 – Hb 12.16).
2) Utilitarismo ou Pragmatismo
Considera o bem maior para o maior número de pessoas. Em outras palavras, "o certo é o que for útil". Ex. de proposta utilitarista: (Gn 14.17,21-24).
3) Existencialismo
O existencialismo é basicamente pessimista, não crê em um futuro bom para a humanidade; relativista, prega que o certo e o errado são relativos à perspectiva do indivíduo e que não existem valores morais ou espirituais absolutos. Para eles, o certo é ter uma experiência, é agir — o errado é vegetar, ficar inerte. Ex. de decisão existencialista: (1 Sm 15.7-23).
Conclusão: Inspiremo-nos em Jesus que rejeitou tomar decisões por padrões centrados unicamente no homem: Não foi Hedonita, nem utilitarista; e nem existencialista.