“A grande questão que nunca foi respondida e que eu não posso responder, apesar dos meus 30 anos de pesquisa sobre a alma feminina é: o que quer uma mulher?” Quando Sigmund Freud, o pai da psicanálise, disse isso, estava fazendo uma pequena gozação com as mulheres.
Aliás, talvez não haja coisa mais interessante para os homens do que provocar as mulheres quanto ao seu verdadeiro valor. Entretanto, apesar dessas brincadeiras, no fundo do coração, o “sexo forte” reconhece que não pode jamais viver sem as mulheres, pois o papel que elas ocupam é insubstituível. E, diga-se de passagem: a Bíblia parece nos apresentar mais de um papel no Reino de Deus para as filhas de Eva ocuparem.
Em primeiro plano, Deus quer que a mulher (e também o homem) seja uma adoradora que O adore em espírito e em verdade. Não há nada, absolutamente nada, nem ninguém, que possa ocupar o primeiro lugar de nossa vida, a não ser Deus.
Em segundo lugar, tendo em vista que a família é o núcleo originário dos projetos divinos, o papel principal da mulher é ser adjutora de Deus e do homem na construção e gerenciamento da família. As esposas e mães precisam ser respeitadas pela dignidade e importância dessas funções para a ordem social.
Em um terceiro plano, a mulher pode ser uma cooperadora de Deus em outras dimensões do Seu Reino. Ela pode ser um grande instrumento divino, acumulando a função de uma profissional secular de modo que o nome do Senhor seja glorificado através de seu trabalho. Mas, é preciso ponderar que, por causa do pecado do gênero humano e da conseqüente injustiça social, há muito tempo, o marido sozinho não tem conseguindo sustentar a casa.
Em função disso, nem todas as mulheres estão batendo o cartão-ponto por sua realização profissional (que é um direito seu) e nem apenas para aumentar a renda familiar. Na verdade, elas estão mesmo é dando o duro para ajudar a sustentar a casa, em suas necessidades básicas, porém, o plano original de Deus não é que as crianças ficassem 8 horas em uma creche, sozinhas em casa, sob cuidados de outros, ou da babá eletrônica e longe da fundamental influência materna!
Ainda nessa dimensão anterior, a mulher poderá também prestar importante serviço, sendo cooperadora direta na missão universal da Igreja.
Se, de um lado, o apóstolo Paulo, por força das circunstâncias históricas de seu tempo, por causa do ambiente de algumas igrejas que ele fundara e forçado pela cultura do Judaísmo com a qual grande parte dos primeiros cristãos e ele próprio foram criados, escreveu textos restritivos quanto ao papel da mulher na igreja (1 Co 14.34; e 1 Tm 2.8-15).
Por outro lado, o Espírito do Senhor revelou a esse mesmo apóstolo que a mulher é espiritualmente igual ao homem (Gl 3.28). Por isso, ele denominou Priscila de cooperadora (Rm 16.3); também declarou que Evódia e Síntique “trabalharam” com ele no Evangelho (Fp 4.3); na Carta aos Romanos 16.1,2 Paulo chama Febe de ”nossa irmã”, “que está servindo em Cencréia”, “tem sido protetora de muitos”. Esses versículos parecem indicar que ela servia de portadora da Epístola dirigida aos crentes em Roma. Com certeza, todas essas mulheres e muitas outras no NT tinham uma chamada específica para trabalhar para Deus, servindo o próximo.
Respondendo a pergunta de Freud, posta no início: a mulher quer simplesmente ser mulher, e ocupar o seu lugar, com toda a sua feminilidade!