Um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito. Depois que ela secou as mãos e tirou o avental, pode ler: por cortar a grama do jardim: R$ 3,00; por limpar meu quarto esta semana: R$1,00; por ir ao supermercado em seu lugar: R$ 2,00; por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia às compras: R$ 2,00; por tirar o lixo toda semana: R$ 1,00; por ter um boletim com boas notas: R$ 5,00; por limpar e varrer o quintal: R$ 2,00. Total da dívida: R$ 16,00.
Depois de ler o desaforo, a mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa. Finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu: Por levar você nove meses em meu ventre e dar-lhe a vida: nada; por tantas noites sem dormir para cuidar de você e orar em seu favor: nada; pelos problemas e pelos prantos que você me causou: nada; pelo medo e pelas preocupações que me esperam: nada; por comidas, roupas e brinquedos: nada; por limpar o seu nariz: nada. Custo total de meu amor: nada.
Este fato nos faz lembrar quão ingratos somos com aquela que nos gerou e nos criou. Temos a tendência de não fazer conta do quanto dependeramos de nossa mãe e do quanto ela fizera por nós.
Você tem agradecido a sua mãe pelo o que ela é, pelo que ela fez por você? Sua mãe é honrada por você ou ela é desonrada? No dia das mães, você planejou algo para ela? Lembre-se que honrar pai e mãe é mandamento com promessa (Ef 6.2).
Imagine se as mães nos cobrassem financeiramente por tudo o que elas tem sido e por tudo que elas tem nos feito? ...
Por isso, a história do menino que queria cobrar da mãe algumas obrigações filiais que ele tivera feito, faz-nos admitir que o amor de mãe é um tipo de amor que mais se aproxima da graça e da misericórdia de Deus para conosco pecadores. Pela graça (Ef 2.8,9), o Pai celeste nos dá o que não merecemos: suas inúmeras bênçãos e pela misericórdia deixa de dar o que fazemos jus receber: a condenação pelas nossas faltas.
Por isso, é comum vermos o amor de mãe ser comparado com o amor do Altíssimo. E é mais comum vermos um pai abandonando os filhos que a mãe o fazendo. Exemplo disso é um fato ocorrido quando uma determinada empresa distribuiu cartões para os presos enviarem no Dia das mães. Com dois dias de promoção, os cartões tinham se esgotado. O mesmo foi feito na semana que antecedia ao Dia dos Pais. O resultado foi desanimador. Sobraram cartões. Por quê? A resposta é fácil: os presos não conheciam os seus pais ou não tinham o mínimo interesse em manter contato com eles. Antes que tirem conclusões precipitadas em relação às mães, é bom afirmar que foi a ausência dos pais (e não a presença, na maioria dos casos) que criou um campo propício para os filhos se inclinarem para a marginalidade.