Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram. Hebreus 13:9

Assembléia de Deus
Sede - Maringá / Paraná)

Notícias

20/05/2010 / Notícias

Coletânea de textos para entender o acordo nuclear de Irã, Brasil e Turquia e suas implicações escatológicas

Veja os dez pontos do acordo nuclear assinado por Irã, Brasil e Turquia

Várias Várias

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Brasil, Turquia e Irã assinaram nesta segunda-feira uma declaração comum de dez pontos que estabelece a troca de urânio pouco enriquecido do Irã por combustível nuclear enriquecido no exterior.

Veja os dez pontos da declaração, segundo publicado pela agência de notícias iraniana Irna:

1- Nós reafirmamos nosso compromisso relativo ao Tratado de Não Proliferação (TNP) e, em acordo com os artigos relacionados do TNP, lembramos o direito de todos os Estados membros, principalmente a República Islâmica do Irã, de desenvolver pesquisa, produzir e utilizar energia nuclear (assim como um ciclo de combustível nuclear que inclua atividades de enriquecimento) para propósitos pacíficos.

2- Nós expressamos nossa forte convicção de que agora temos a oportunidade de começar um processo que criará uma atmosfera positiva, construtiva, de não confronto, que leve a uma era de interação e cooperação.

3 - Nós acreditamos que a troca de combustível nuclear é instrumental para iniciar a cooperação em diferentes áreas, especialmente no que diz respeito a uma cooperação nuclear pacífica, incluindo a construção de reatores de pesquisas e usinas nucleares.

4 - Baseado neste ponto, a troca de combustível nuclear é um ponto de partida para começar a cooperação e uma medida construtiva e positiva entre as nações. Tal passo deve acabar em uma cooperação e interação positivas no campo de atividades nucleares pacíficas e em evitar todos os tipos de confrontos abstendo-se de medidas, ações e declarações retóricas que possam prejudicar os direitos do Irã e obrigações decorrentes do TNP.

5 - Baseado nos itens acima, para facilitar a cooperação nuclear mencionada anteriormente, a República Islâmica do Irã aceita enviar um estoque de 1.200 kg de urânio levemente enriquecido à Turquia. Enquanto estiver na Turquia, este urânio permanecerá como propriedade do Irã. O Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) poderão acionar observadores para monitorar as condições de segurança deste estoque.

6 - O Irã informará a AIEA por escrito, por canais oficiais, a respeito deste acordo em sete dias após a data desta declaração. Após uma resposta positiva do grupo de Viena (Estados Unidos, Rússia, França, AIEA), os detalhes da troca de combustível serão objeto de um acordo escrito e arranjos apropriados entre o Irã e o grupo de Viena, comprometido especificamente a fornecer os 120 quilos do combustível necessários para o reator de pesquisas de Teerã (TRR).

7 - Quando o grupo de Viena declarar seu comprometimento com as condições e pontos desta declaração, ambas as partes se comprometerão com a implementação do acordo mencionado. O Irã expressou estar preparado, em acordo com a declaração, para enviar seu urânio pouco enriquecido em um mês.

8 - Se as condições desta declaração não forem respeitadas, a Turquia, a pedido do Irã, se compromete a devolver sem condições e rapidamente o urânio levemente enriquecido ao Irã.

9 - A Turquia e o Brasil recebem favoravelmente a disposição da República Islâmica do Irã em manter as negociações com os países do grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) em qualquer lugar, incluindo Turquia e Brasil, a propósito das preocupações comuns.

10 - Turquia e o Brasil apreciam o compromisso do Irã com o TNP e seu papel construtivo em buscar a concretização dos direitos nucleares de seus Estados membros. A Republica Islâmica do Irã, por sua vez, aprecia os esforços construtivos dos países amigos, Turquia e Brasil, em criar um ambiente condutor para a realização dos direitos nucleares do Irã.
Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u736306.shtml

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Movimento de Justiça e Direitos Humanos divulga manifesto contra visita de Ahmadinejad

 

Por Reinaldo Azevedo

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul acaba de me enviar um manifesto tornado público contra a visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Segue íntegra.

MANIFESTO DE REPÚDIO DO MJDH À VISITA DE AHMADINEJAD AO BRASIL

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grade do Sul, ao longo de sua história, vem lutando por garantir direitos e liberdades para todos os Homens. Durante a Ditadura Militar, auxiliou brasileiros e estrangeiros a fugirem dos regimes autoritários.

Com o fim da Ditadura, vem atuando na denúncia das arbitrariedades que persistem e na defesa dos cidadãos que se percebem oprimidos. Dentre estas ações, se destaca a luta contra o neonazismo, que, no Rio Grande do Sul, ataca negros, judeus, punks e outras minorias que não consideram “puras”.

Neste sentido, iniciou ação judicial que resultou na condenação de Siegfried Ellwanger, um de seus líderes, proprietário da Editoria Revisão, que publicava livros negando a existência do Holocausto.

Assim como se opõe ao estado das (boas) relações do governo brasileiro com o regime genocida de Omar Hasan Ahmad, ditador no Sudão (que extermina a população negra do sul do país desde 2003, com o resultado de, até aqui, mais de 300 mil mortos e cerca de três milhões de refugiados na região de Darfur) e da China, cujas ações no Tibet significam a morte, nos últimos 40 anos, de 1,2 milhão de pessoas e a destruição de mais de 6 mil monastérios budistas, o MJDH vem agora repudiar a decisão de convidar Mahmoud Ahmadinejad, presidente da República Islâmica do Irã, para estar no Brasil.

No Irã, os direitos humanos não existem. Os veículos de comunicação são todos controlados pelo Estado. Mulheres são açoitadas e execradas por mera suspeita de adultério; homossexuais por sua opção sexual. A liberdade religiosa tampouco existe, e minorias como os muçulmanos sunitas e bahais são perseguidas e proibidas de realizar seus cultos.

Não há real oposição política. Os partidos laicos não existem, e seus integrantes (por exemplo, os do Partido Comunista Iraniano, que auxiliaram na derrubada da Ditadura do Xã Reza Pahlavi) foram exterminados ou obrigados a viver no exílio.

Deve-se lembrar também que, quando no primeiro semestre, o MJDH se manifestou contra a presença de Ahmadinejad, já se denunciava que o Irã é o segundo país que mais aplica a pena de morte no mundo (atrás da China).

Lá, os enforcamentos são feitos em praça pública, e este foi o destino de Delara Darabi, uma jovem de 21 anos, aprisionada desde os 17 anos. Ela foi assassinada a despeito dos apelos de entidades internacionais para que a execução fosse comutada por outra pena.

Ahmadinejad também é tristemente famoso por negar o Holocausto, e suas aparições em eventos diplomáticos são boicotadas por países democráticos. Além disso, funcionários iranianos foram condenados, na Argentina (inclusive um atual ministro de estado), pelo planejamento do atentado à Associação Judaica Argentina, em Buenos Aires, em 1994.

A oposição a Ahmadinejad se repete em todo mundo, inclusive no Irã. Neste ano, após sua “reeleição”, denunciada como fraudulenta, o povo iraniano foi às ruas para protestar e acabou violentamente reprimido. A morte da jovem Neda Soltani, difundida pela Internet, mostrou a dimensão dessa opressão.

Assim, o senhor Lula da Silva estará recebendo Ahmadinejad, um fato que repudiamos, pois agride a todos que respeitam os direitos humanos fundamentais e escarnece de um país que enviou tropas para combater o nazismo e o totalitarismo genocida na 2ª Guerra Mundial.

A visita de Ahmadinejad ao Brasil é uma mancha em nossa diplomacia; ela degrada nossos ideais de justiça e liberdade. Como brasileiros livres, denunciamos a recepção deste tirano e esperamos que o governo brasileiro, se deseja realmente ocupar a vaga que merecemos, no Conselho de Segurança, mostre que o país está engajado na luta pelas liberdades, que denuncie as tiranias e nunca receba em nosso solo assassinos.

Nós, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, que buscamos zelar pelo primado da decência e dos valores democráticos, declaramos, nesta data que marca a libertação de nosso povo, a oposição a tal infeliz visita e requeremos que o Estado brasileiro retome sua tradição de respeito aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.

Porto Alegre, 15 de novembro de 2009.

Fonte: veja.abril.com.br/.../movimento-de-justica-e-direitos-humanos-divulga-manifesto-contra-visita-de-ahmadinejad/ 

 

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MundoNegociação

Brasil rebate críticas de Israel sobre acordo nuclear

 

17/05/2010 | 10:03 | Agência Estado A+A-Fale ConoscoEnviar por e-mailImprimirCompartilharRSSCompartilharDiggRec6Del.icio.usYahoo! BuzzTechnoratiGoogle BookmarksFacebookLinkk

Enviar por e-mailHouve um erro no preenchimento! Todos os campos são obrigatórios! Por favor, tente novamente.E-mail enviado com sucesso! Para enviar mais, basta preencher novamente.Seu nome:  Seu e-mail:  Enviar para | Escreva os e-mails das pessoas para as quais deseja enviar, separando-os endereços por vírgulas  Seu comentário | Máximo de 500 caracteres (0)  Enviar X fechar O governo brasileiro rejeitou as críticas de Israel a um acordo fechado hoje entre Irã, Turquia e Brasil sobre o programa nuclear de Teerã. Segundo esse acordo, o Irã enviará 1,2 mil quilos de urânio pouco enriquecido à Turquia e, em troca, receberá 120 quilos de combustível nuclear para seu reator em Teerã. Hoje um alto funcionário israelense acusou o Irã de ter "manipulado" os governos de Turquia e Brasil.

 

"Israel tem o direito de dizer o que quiser, mas é a primeira vez que o Irã concordou em enviar seu combustível nuclear para um terceiro país", disse à AFP um assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O Brasil ajudou a alinhar as posições, como um facilitador do diálogo", disse o assessor, ainda em Teerã. O acordo para troca de combustível foi firmado após conversas entre o presidente Lula, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan.

 

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Irã, Brasil e Turquia assinam acordo de troca de combustível

'A diplomacia venceu', diz Lula sobre acordo nuclear com o IrãO Irã pode sofrer uma quarta rodada de sanções no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) por conta de seu programa nuclear. Diplomatas ocidentais disseram hoje que o acordo não resolve totalmente o impasse em torno do tema.

 

A Turquia e o Brasil são membros não permanentes do CS e têm resistido aos esforços liderados pelos Estados Unidos para aprovar mais sanções ao Irã. Esse processo pode ser usado tanto para fins pacíficos como para a produção de uma bomba. Teerã alega ter apenas fins pacíficos.

 

Manipulação

 

Um alto funcionário de Israel afirmou hoje que o Irã "manipulou" o Brasil e a Turquia em relação a um acordo para enviar seu urânio pouco enriquecido ao território turco, em troca de combustível para seu reator em Teerã. "Os iranianos já usaram um truque desse tipo no passado, fingindo aceitar um passo assim para reduzir as tensões e diminuir o risco de sanções internacionais mais duras, e então se recusando a prosseguir até o fim", afirmou a fonte, que pediu anonimato.

 

O funcionário israelense disse que o acordo iria "complicar radicalmente" os esforços das potências envolvendo a questão. "Será muito mais difícil para os Estados Unidos ou para os europeus rejeitarem este acordo, porque nós não estaremos lidando apenas com o Irã, que é muito mais fácil de lidar, mas com potências emergentes, como o Brasil e a Turquia, com quem as relações são muito sensíveis." As relações entre Israel e Turquia pioraram após os israelenses lançarem uma ofensiva de 22 dias na Faixa de Gaza, em dezembro de 2008.

 

A rádio pública israelense, citando altos funcionários locais, afirmou que a iniciativa em três partes "iria agravar o problema iraniano, ao complicar os esforços dos EUA e dos europeus para conseguir aprovar sanções". As informações são da Dow Jones.

Fonte: http://portal.rpc.com.br/jl/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1003762&tit=Brasil-rebate-criticas-de-Israel-sobre-acordo-nuclear

 

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Sanções ao Irã dividem membros rotativos do Conselho de Segurança da ONU

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo


A ONU deve aplicar novas sanções conta o Irã?

 

Liderados pelos Estados Unidos, o grupo de membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas – composto também por Reino Unido, França, Rússia e China –, esboçou nesta semana uma resolução para impor novas sanções ao Irã por seu controverso programa nuclear. O movimento, que costumava resolver impasses no passado, pode terminar sem legitimidade, já que os dez integrantes rotativos do órgão se dividem sobre o que fazer na disputa entre Teerã e o Ocidente.

Cinco deles terminam sua passagem pelo Conselho no fim deste ano: Áustria, Japão, México, Turquia e Uganda. No fim de 2011, acabam os mandatos de Bósnia Herzegovina, Brasil, Gabão, Líbano e Nigéria. Os membros rotativos são indicados depois de negociações regionais para que haja pelo menos um membro de cada área do planeta representado no principal órgão da ONU.

Dois dos membros não-permanentes, Brasil e Turquia, fecharam com o regime iraniano o primeiro acordo assinado desde o início da disputa, que só se intensifica há três anos. Uma vez que o acerto não impede os iranianos de enriquecerem urânio, as potências ocidentais não deram crédito à teocracia islâmica e podem fazer pressão econômica nas próximas semanas para ganharem votos no Conselho de Segurança.

A posição dos brasileiros influencia, de acordo com diplomatas, o silêncio do México sobre o assunto: embora seja um grande aliado dos EUA, o presidente Felipe Calderón calcula que não se beneficiaria assumindo uma posição antagônica à da potência regional em ascensão. Tampouco satisfaria à chancelaria mexicana um protagonismo exagerado de Lula, o que ofuscaria seu pleito de também ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, como faz o Brasil.

Para Amorim, Brasil só colocou a bola na área; é preciso fazer o gol, diz ministro


Um dilema parecido é vivido pela Bósnia Herzegovina, cujo voto é decidido por uma Presidência tripartite, composta por um muçulmano, um cristão ortodoxo e um católico. Durante a guerra nos Bálcãs, na década de 90, norte-americanos e iranianos ajudaram a nova nação a surgir. Até agora, os bósnios se limitaram a dizer que querem expandir suas relações políticas, culturais e econômicas com a teocracia islâmica, sem condenar nem aprovar o programa nuclear contestado pelo Ocidente.

Presidente do Conselho até o fim de maio, o Líbano também é pressionado pelo papel importante da Turquia no processo, mas já sinalizou interesse em permitir a continuidade das negociações. Mas, assim como no caso de países africanos no grupo, a pressão econômica das potências europeias e dos EUA poderá levar os libaneses para o campo das potências ocidentais e minar os interesses do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e do premiê turco, Recep Tayyip Erdogan.

Africanos
Considerados os países mais flexíveis entre os membros rotativos do Conselho, Gabão, Uganda e Nigéria foram alvos de uma ofensiva diplomática do Irã no passado recente. Mesmo assim, interlocutores nas potências vazaram pela mídia que perdão de dívidas ou benefícios comerciais poderiam fazer essas nações tomarem lado contra Teerã.

No ano passado, em meio à crise nuclear, um ministro do Gabão chegou a dizer que o aiatolá Ruhollah Khomeini, que em 1979 transformou o Irã em uma teocracia islâmica, é “um grande líder dos movimentos religiosos, especialmente entre os países africanos”. A proximidade do país com a França, no entanto, pode afetar Teerã.

Hillary fala sobre sanções ao Irã (em inglês)

A Nigéria, cujo presidente é o recém-instalado Goodluck Jonathan, tem discutido energia com o Irã – já que os dois países são majoritariamente muçulmanos e produtores de petróleo. O interesse dos nigerianos por energia nuclear o aproximou de Teerã, mas o Ocidente pode ameaçar as exportações petrolíferas do país e levá-lo a referendar as sanções contra o Irã.

No início deste ano, o presidente de Uganda, Yoweri Kaguta Museveni, criticou as potências por “manterem sua hegemonia sobre nós”. Buscou expandir laços com Teerã – uma vez que o país também é majoritariamente islâmico. Ao mesmo tempo, Kampala tem relacionamento estreito com os EUA, que dão assistência financeira de mais de US$ 500 milhões por ano.

Próximos das sanções
Embora sem a mesma ênfase das outras potências, o Japão, que também pleiteia cadeira permanente no Conselho de Segurança, afirmou que “não vai se opor” a eventuais sanções sobre Teerã. O país, cheio de problemas internos na gestão do premiê Yukio Hatoyama, depende das exportações de petróleo do Irã, mas mantém relações tensas com o regime desde a revolução de 1979.

A adesão do Japão às sanções ganha importância no caso de a China voltar atrás e pedir mais negociações, conforme exortaram Brasil e Turquia. Os chineses são os maiores parceiros comerciais dos iranianos.

A Áustria chegou, em 2008, a promover ao lado da Itália esforços conjuntos para evitar medidas contra o Irã. Mais tarde, atraiu reclamações de norte-americanos, britânicos e franceses por sua indecisão. Neste ano, no entanto, o governo de centro-esquerda do país afirmou que “é necessário reagir” ao programa nuclear do Irã. Os dois países têm antiga cooperação comercial no setor de energia. 

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/05/20/sancoes-ao-ira-dividem-membros-rotativos-do-conselho-de-seguranca-da-onu.jhtm

 

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Acordo aumenta diferenças de Turquia e Brasil com EUA

Lula e Erdogan não devem apoiar novas sanções contra o Irã

A Turquia busca se impor como um líder no Oriente Médio, depois de anos desperdiçados na sua fracassada tentativa de integrar a União Europeia. Já o Brasil, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quer se posicionar como um líder global, e não apenas regional.

As ambições paralelas de Lula e do premier turco, Recep Tayyip Erdogan, que são classificados como “almas gêmeas” por alguns analistas internacionais, tiveram apoio de Washington em algumas questões, como o envolvimento do Brasil no Haiti e nas tentativas da Turquia de negociar um acordo de paz entre sírios e israelenses, em 2008.

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norte-americanos no mundo, durante a guerra em Gaza, e na recusa do Brasil em reconhecer o atual governo hondurenho de Porfírio “Pepe” Lobo, aceito pela Casa Branca.

O envolvimento de Brasília e Ancara na questão iraniana intensificou as diferenças entre os dois países e os Estados Unidos. Os norte-americanos passaram todo o primeiro semestre tentando conseguir apoio para uma nova resolução com sanções ao regime iraniano. Simultaneamente, os governos de Lula e Erdogan tentavam encontrar uma saída diplomática. Nesta semana, tanto os EUA como o Brasil e a Turquia, atingiram seus objetivos, um dia depois do outro.

Na segunda-feira, o governo americano se irritou com o acordo acertado por brasileiros e turcos com Teerã. Ontem, foi a vez de o chanceler brasileiro, Celso Amorim, dar uma entrevista irritado para a rede de TV CNN. Na conversa, ele criticou as iniciativas americanas de levar adiante a proposta de resolução, afirmando que, com o acordo na mesa, o Brasil não deve apoiar novas sanções. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: http://portal.rpc.com.br/jm/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1004614&tit=Acordo-aumenta-diferencas-de-Turquia-e-Brasil-com-EUA

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A Bíblia e os fatos históricos sobre o Irã

 

 

Muitos de nossos leitores já fizeram perguntas sobre o Irã e aquilo que deveríamos saber acerca dessa importante e estratégica nação em nosso mundo atual. A história antiga faz menção de um país chamado Elão. Lemos em Gênesis 14 que no tempo de Abraão (há cerca de 4.000 anos) houve uma confederação de nações liderada por Quedorlaomer, mencionado nas Escrituras como “rei de Elão”. Quedorlaomer atacou Sodoma e levou cativo a Ló, sobrinho de Abraão. Este, acompanhado de seus 318 homens mais capacitados, saiu ao encalço do rei de Elão e de seus aliados. Após derrotá-los, Abraão resgatou Ló.

O profeta Isaías (cf. Isaías 21.2) menciona o Elão e parece sugerir um relacionamento desse povo com a antiga Média (i.e., os medos). O profeta Jeremias também se refere ao Elão (cf. Jeremias 49.34-39), bem como faz alusão à sua futura destruição como nação. A data dessa profecia remonta aos dias de Zedequias, rei de Judá. Talvez essa profecia tenha sido predita na ocasião em que a Babilônia chegou ao apogeu de seu domínio e destruiu Jerusalém no ano 586 a.C. O fato bíblico interessante dessa profecia de Jeremias 49.39 é o seguinte: “Acontecerá, porém, nos últimos dias, que farei voltar os cativos de Elão, diz o Senhor” (Almeida Corrigida Fiel). É muito provável que essa seja uma referência ao futuro Dia do Senhor.

No século 7 a.C., um pequeno reino se estabeleceu em Parsu (ou Parsuash) sob o governo de Aquêmenes, cujo nome foi usado pelos historiadores para descrever a primeira dinastia persa, a dinastia Aquemênida. O filho de Aquêmenes foi um homem chamado Teispes (aprox. 675- 664 a.C.) e, ao que parece, seu reino foi dominado pelos medos. A história registra que, após obter a liberdade do domínio dos medos, Teispes, assumiu o controle da província de Parsa (a atual Fars), aproveitando-se do enfraquecimento do Elão. Os assírios, sob o reinado de Assurbanipal, puseram fim à nação do Elão.

O filho de Teispes foi Ciro I, o qual entrou em contato com os assírios na qualidade de líder dos persas. O filho de Ciro I foi Cambises, que se casou com a filha de Astíages, rei da Média. Dessa união conjugal nasceu Ciro II, conhecido na história como Ciro, o Grande (559- 530 a.C.), o primeiro grande imperador que dominou a antiga Pérsia. Ciro II também conquistou os medos e derrotou seu sogro, Astíages, transformando a capital da Média, Ecbátana, na capital de seu próprio império. Ciro também invadiu a Ásia Menor e derrotou a Creso, rei da Lídia. Além disso, ele capturou, sem muita resistência, a cidade de Babilônia em 539 a.C. (a data oficial da queda do Império Babilônico).

O filho de Ciro II foi Cambises II (529- 522 a.C.), aquele que conquistou o Egito. Cambises II foi sucedido por Dario I, conhecido tanto como Dario, o Grande (522- 486 a.C.), quanto como Dario Histaspes (seu pai era um dos sátrapas do império persa). Dario criou vinte satrapias (províncias) a fim de administrar com mais eficácia o crescente poderio do império persa. Dario I também mudou a capital de seu império da cidade de Pasárgada para Persépolis. Ele era um seguidor de Zoroastro e adorava a divindade Ahura Mazda (também venerada por Xerxes e Artaxerxes, mencionados na história bíblica). Esse Dario é o mesmo rei que aparece nas profecias bíblicas de Ageu e Zacarias. O projeto de construção do templo (do segundo templo judeu – N. do Tradutor) foi concluído pelos judeus em 516 a.C., durante o reinado dele.

Dario I foi sucedido por seu filho Xerxes (485- 465 a.C.). Uma inscrição descoberta em Persépolis alista as nações que ficaram submissas ao seu domínio. Além disso, trata-se do mesmo rei Assuero mencionado no livro bíblico de Ester. Depois do reinado de Xerxes, Artaxerxes Longimanus I subiu ao poder (465- 424 a.C.) e, no vigésimo ano de seu reinado, o decreto para restaurar os muros de Jerusalém foi entregue a Neemias (Neemias 2.1).

De acordo com o texto de Daniel 9.24-27, esse decreto para restaurar os muros foi o começo da “contagem regressiva” para a vinda do Messias – profecia conhecida como “as 70 semanas de Daniel”. Contudo, o termo hebraico “setes”, traduzido por “semanas”, não se refere a semanas de dias, mas a semanas de anos (i.e., conjuntos de “sete” anos). Um ano profético de 360 dias (segundo o calendário lunar), multiplicado por 483 anos, perfaz um total de 173.880 dias, desde o decreto de Artaxerxes Longimanus I até a vinda do Messias. Dois acontecimentos trágicos, mencionados por Daniel, ocorreriam antes do começo do septuagésimo “sete” (ou septuagésima semana): o primeiro é que o Messias seria “morto”; o segundo é que, tanto a cidade de Jerusalém quanto o seu santuário seriam destruídos. Nós ainda aguardamos o início do septuagésimo “sete” – reconhecido pelos estudiosos da Bíblia como o futuro Dia do Senhor (mencionado 25 vezes em toda a Bíblia) ou como o período da Tribulação (Mateus 24.21-22).

Após o reinado de Artaxerxes I Longímano, Dario II chegou ao poder (423- 405 a.C.). Os sucessores de Dario II foram os seguintes: Artaxerxes II Mnemon (404- 359 a.C.), Artaxerxes III Ochus (358- 338 a.C.), Arses (337- 336 a.C.) e Dario III (335- 331 a.C.), cujos exércitos foram derrotados por Alexandre, o Grande em 333 a.C. Com a morte de Alexandre em 323 a.C., a Pérsia ficou sob o controle de um dos generais de Alexandre (Selêuco). Segundo Daniel 11, haveria conflito incessante entre os selêucidas (a dinastia de Selêuco) e os ptolomeus (a dinastia de Ptolomeu, outro general de Alexandre a quem foi entregue o Egito) numa disputa pela Terra de Israel, um fato que é lembrado pelo Irã até os dias de hoje.

Estudiosos da Bíblia sabem bem que a Pérsia estará presente na batalha que será travada quando houver a invasão da Terra de Israel (cf. Ezequiel 38 39). Ao que parece, a Pérsia será o país que encabeçará aquele ataque (pelo menos, os persas são os primeiros mencionados na lista de nações).

Esse assombroso império da antiguidade continuou a ser conhecido pelo nome de Pérsia até 1935 d.C., quando seu nome foi mudado para Irã. Na atualidade, o idioma oficial do Irã é o persa moderno ou farsi, uma língua indo-européia escrita com caracteres árabes.

Em 1979, o Irã experimentou o que a história denomina de “Revolução Islâmica”. Os muçulmanos xiitas assumiram o controle do país e instauraram a lei sharia. Embora muitos árabes vivam em certas regiões do país, o Irã não é um estado árabe. A relação do Irã com os árabes e o apoio que deles recebe, fundamenta-se na religião islâmica que é comum a esses povos. Ao longo da história do Islã, houve muitas ocasiões em que o Irã demonstrou ser uma poderosa força de oposição aos muçulmanos da Arábia Saudita, os quais controlam os lugares sagrados de Meca e Medina. O Irã também enfrentou oito anos de guerra contra o Iraque, seu vizinho ocidental, na época em que o sunita iraquiano Saddam Hussein estava no poder. Muitos muçulmanos xiitas oriundos do Irã têm povoado territórios ao sul do Iraque e, atualmente, se constituem numa influente força dentro do parlamento iraquiano que foi eleito. O Irã, por tradição histórica, acredita que o território do Iraque lhe pertence, bem como reivindica direito de propriedade de muitos outros países do Oriente Médio (inclusive Israel). Os iranianos almejam a restauração da glória do primeiro império persa (um dos maiores impérios da história em termos geográficos).

Devia ser óbvio que o Irã (principalmente por causa do petróleo) seja, nos dias atuais, um dos mais importantes personagens no cenário político, econômico e militar deste mundo. Os iranianos são os principais fornecedores de armas para os terroristas islâmicos em todo o Oriente Médio. É possível que a maior parte de seu armamento provenha da Rússia, China e Coréia do Norte.

O Estado de Israel se depara com um sério desafio da parte dos líderes do Irã e suas constantes ameaças. O Senhor Deus de Israel tem ouvido todas elas e a profecia bíblica envolverá o Irã entre as nações do mundo que marcharão contra Israel. Tais nações serão derrotadas pelas mãos do Messias que voltará em glória, nosso bendito Senhor Yeshua! (Dr. David Hocking, Pre-Trib Perspectives - http://www.beth-shalom.com.br)

O Dr. David Hocking é fundador do Hope for Today Ministries [Ministério Esperança para Hoje], que produz programas de rádio, vídeos e publicações. Maiores infomações estão disponíveis em seu site: www.davidhocking.org.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 2007.

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A Bíblia e os fatos históricos sobre o Irã

Muitos de nossos leitores já fizeram perguntas sobre o Irã e aquilo que deveríamos saber acerca dessa importante e estratégica nação em nosso mundo atual. A história antiga faz menção de um país chamado Elão. Lemos em Gênesis 14 que no tempo de Abraão (há cerca de 4.000 anos) houve uma confederação de nações liderada por Quedorlaomer, mencionado nas Escrituras como “rei de Elão”. Quedorlaomer atacou Sodoma e levou cativo a Ló, sobrinho de Abraão. Este, acompanhado de seus 318 homens mais capacitados, saiu ao encalço do rei de Elão e de seus aliados. Após derrotá-los, Abraão resgatou Ló.

O profeta Isaías (cf. Isaías 21.2) menciona o Elão e parece sugerir um relacionamento desse povo com a antiga Média (i.e., os medos). O profeta Jeremias também se refere ao Elão (cf. Jeremias 49.34-39), bem como faz alusão à sua futura destruição como nação. A data dessa profecia remonta aos dias de Zedequias, rei de Judá. Talvez essa profecia tenha sido predita na ocasião em que a Babilônia chegou ao apogeu de seu domínio e destruiu Jerusalém no ano 586 a.C. O fato bíblico interessante dessa profecia de Jeremias 49.39 é o seguinte: “Acontecerá, porém, nos últimos dias, que farei voltar os cativos de Elão, diz o Senhor” (Almeida Corrigida Fiel). É muito provável que essa seja uma referência ao futuro Dia do Senhor.

No século 7 a.C., um pequeno reino se estabeleceu em Parsu (ou Parsuash) sob o governo de Aquêmenes, cujo nome foi usado pelos historiadores para descrever a primeira dinastia persa, a dinastia Aquemênida. O filho de Aquêmenes foi um homem chamado Teispes (aprox. 675- 664 a.C.) e, ao que parece, seu reino foi dominado pelos medos. A história registra que, após obter a liberdade do domínio dos medos, Teispes, assumiu o controle da província de Parsa (a atual Fars), aproveitando-se do enfraquecimento do Elão. Os assírios, sob o reinado de Assurbanipal, puseram fim à nação do Elão.

O filho de Teispes foi Ciro I, o qual entrou em contato com os assírios na qualidade de líder dos persas. O filho de Ciro I foi Cambises, que se casou com a filha de Astíages, rei da Média. Dessa união conjugal nasceu Ciro II, conhecido na história como Ciro, o Grande (559- 530 a.C.), o primeiro grande imperador que dominou a antiga Pérsia. Ciro II também conquistou os medos e derrotou seu sogro, Astíages, transformando a capital da Média, Ecbátana, na capital de seu próprio império. Ciro também invadiu a Ásia Menor e derrotou a Creso, rei da Lídia. Além disso, ele capturou, sem muita resistência, a cidade de Babilônia em 539 a.C. (a data oficial da queda do Império Babilônico).

O filho de Ciro II foi Cambises II (529- 522 a.C.), aquele que conquistou o Egito. Cambises II foi sucedido por Dario I, conhecido tanto como Dario, o Grande (522- 486 a.C.), quanto como Dario Histaspes (seu pai era um dos sátrapas do império persa). Dario criou vinte satrapias (províncias) a fim de administrar com mais eficácia o crescente poderio do império persa. Dario I também mudou a capital de seu império da cidade de Pasárgada para Persépolis. Ele era um seguidor de Zoroastro e adorava a divindade Ahura Mazda (também venerada por Xerxes e Artaxerxes, mencionados na história bíblica). Esse Dario é o mesmo rei que aparece nas profecias bíblicas de Ageu e Zacarias. O projeto de construção do templo (do segundo templo judeu – N. do Tradutor) foi concluído pelos judeus em 516 a.C., durante o reinado dele.

Dario I foi sucedido por seu filho Xerxes (485- 465 a.C.). Uma inscrição descoberta em Persépolis alista as nações que ficaram submissas ao seu domínio. Além disso, trata-se do mesmo rei Assuero mencionado no livro bíblico de Ester. Depois do reinado de Xerxes, Artaxerxes Longimanus I subiu ao poder (465- 424 a.C.) e, no vigésimo ano de seu reinado, o decreto para restaurar os muros de Jerusalém foi entregue a Neemias (Neemias 2.1).

De acordo com o texto de Daniel 9.24-27, esse decreto para restaurar os muros foi o começo da “contagem regressiva” para a vinda do Messias – profecia conhecida como “as 70 semanas de Daniel”. Contudo, o termo hebraico “setes”, traduzido por “semanas”, não se refere a semanas de dias, mas a semanas de anos (i.e., conjuntos de “sete” anos). Um ano profético de 360 dias (segundo o calendário lunar), multiplicado por 483 anos, perfaz um total de 173.880 dias, desde o decreto de Artaxerxes Longimanus I até a vinda do Messias. Dois acontecimentos trágicos, mencionados por Daniel, ocorreriam antes do começo do septuagésimo “sete” (ou septuagésima semana): o primeiro é que o Messias seria “morto”; o segundo é que, tanto a cidade de Jerusalém quanto o seu santuário seriam destruídos. Nós ainda aguardamos o início do septuagésimo “sete” – reconhecido pelos estudiosos da Bíblia como o futuro Dia do Senhor (mencionado 25 vezes em toda a Bíblia) ou como o período da Tribulação (Mateus 24.21-22).

Após o reinado de Artaxerxes I Longímano, Dario II chegou ao poder (423- 405 a.C.). Os sucessores de Dario II foram os seguintes: Artaxerxes II Mnemon (404- 359 a.C.), Artaxerxes III Ochus (358- 338 a.C.), Arses (337- 336 a.C.) e Dario III (335- 331 a.C.), cujos exércitos foram derrotados por Alexandre, o Grande em 333 a.C. Com a morte de Alexandre em 323 a.C., a Pérsia ficou sob o controle de um dos generais de Alexandre (Selêuco). Segundo Daniel 11, haveria conflito incessante entre os selêucidas (a dinastia de Selêuco) e os ptolomeus (a dinastia de Ptolomeu, outro general de Alexandre a quem foi entregue o Egito) numa disputa pela Terra de Israel, um fato que é lembrado pelo Irã até os dias de hoje.

Estudiosos da Bíblia sabem bem que a Pérsia estará presente na batalha que será travada quando houver a invasão da Terra de Israel (cf. Ezequiel 38 39). Ao que parece, a Pérsia será o país que encabeçará aquele ataque (pelo menos, os persas são os primeiros mencionados na lista de nações).

Esse assombroso império da antiguidade continuou a ser conhecido pelo nome de Pérsia até 1935 d.C., quando seu nome foi mudado para Irã. Na atualidade, o idioma oficial do Irã é o persa moderno ou farsi, uma língua indo-européia escrita com caracteres árabes.

Em 1979, o Irã experimentou o que a história denomina de “Revolução Islâmica”. Os muçulmanos xiitas assumiram o controle do país e instauraram a lei sharia. Embora muitos árabes vivam em certas regiões do país, o Irã não é um estado árabe. A relação do Irã com os árabes e o apoio que deles recebe, fundamenta-se na religião islâmica que é comum a esses povos. Ao longo da história do Islã, houve muitas ocasiões em que o Irã demonstrou ser uma poderosa força de oposição aos muçulmanos da Arábia Saudita, os quais controlam os lugares sagrados de Meca e Medina. O Irã também enfrentou oito anos de guerra contra o Iraque, seu vizinho ocidental, na época em que o sunita iraquiano Saddam Hussein estava no poder. Muitos muçulmanos xiitas oriundos do Irã têm povoado territórios ao sul do Iraque e, atualmente, se constituem numa influente força dentro do parlamento iraquiano que foi eleito. O Irã, por tradição histórica, acredita que o território do Iraque lhe pertence, bem como reivindica direito de propriedade de muitos outros países do Oriente Médio (inclusive Israel). Os iranianos almejam a restauração da glória do primeiro império persa (um dos maiores impérios da história em termos geográficos).

Devia ser óbvio que o Irã (principalmente por causa do petróleo) seja, nos dias atuais, um dos mais importantes personagens no cenário político, econômico e militar deste mundo. Os iranianos são os principais fornecedores de armas para os terroristas islâmicos em todo o Oriente Médio. É possível que a maior parte de seu armamento provenha da Rússia, China e Coréia do Norte.

O Estado de Israel se depara com um sério desafio da parte dos líderes do Irã e suas constantes ameaças. O Senhor Deus de Israel tem ouvido todas elas e a profecia bíblica envolverá o Irã entre as nações do mundo que marcharão contra Israel. Tais nações serão derrotadas pelas mãos do Messias que voltará em glória, nosso bendito Senhor Yeshua! (Dr. David Hocking, Pre-Trib Perspectives - http://www.beth-shalom.com.br)

O Dr. David Hocking é fundador do Hope for Today Ministries [Ministério Esperança para Hoje], que produz programas de rádio, vídeos e publicações. Maiores infomações estão disponíveis em seu site: www.davidhocking.org.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 2007.

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Vídeo:

 

http://www.youtube.com/profile?user=maozisrael#p/u/0/fXbQW-KMIkw

 

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É possível Israelitas e Árabes conviver juntos?

http://www.youtube.com/profile?user=maozisrael#p/u/4/r1Sg4u6saXg

O presidente do Irã esteve no Brasil em 23 de novembro.

Ahmadinejad é um dos principais negadores do Holocausto na atualidade. Ele também não perde uma oportunidade para manifestar seu ódio a Israel e seu desejo de destruir o Estado judeu[1]. Sendo assim, a simpatia do governo brasileiro por ele faz-nos lembrar do ditado: "Dize-me com quem andas e te direi quem és''.

Algumas informações sobre o Irã[2]: desde a posse de Ahmadinejad em 2005, a situação dos direitos humanos no país piorou dramaticamente (com elevado número de execuções, muitas delas por apedrejamento ou enforcamento públicos). Um esboço de código penal estipula a pena de morte por apostasia (isto é, para quem deixar o islã). Os cristãos[3] e outras minorias religiosas têm sofrido severas restrições e perseguições. As autoridades iranianas também suprimem a liberdade de expressão e opinião, prendendo jornalistas,  controlando publicações e a internet, além das atividades acadêmicas.

O Irã é promotor do terrorismo mundial e financiador do Hezb'Allah (o Partido de Alá, no Líbano) e do Hamas (na Faixa de Gaza). Essas duas milícias islâmicas radicais têm atacado Israel a mando do Irã e cometido inúmeras matanças de civis. Sua ação, porém, não se limita ao Oriente Médio: a Argentina acusou formalmente o Irã pelos violentos atentados contra instituições judaicas em Buenos Aires (em 1992 e 1994). Na América do Sul, a atuação iraniana é crescente, principalmente através da aliança com Hugo Chávez e Evo Morales.

O Irã também está em fase adiantada de desenvolvimento de tecnologia nuclear e de mísseis balísticos, representando uma séria ameaça para todo o Oriente Médio e o mundo. Dessa forma, o crescente armamento e a influência iraniana despertam fortes temores entre as próprias nações muçulmanas (principalmente na Arábia Saudita, no Egito e em alguns países do Golfo). Apesar da aparente unidade islâmica, há profundas desconfianças e conflitos entre muitos países árabes (dos quais, a maioria é sunita) e os iranianos xiitas (que são persas, e não árabes).

Quanto a Israel, as afirmações e provocações do presidente e de outros líderes iranianos são bem conhecidas: "Israel deve ser riscado do mapa...'', "Israel está destinado à destruição...'', "Israel é um tumor canceroso...''[1]. Sua última investida ocorreu na abertura da vergonhosa conferência da ONU (em Genebra) que, supostamente, deveria ser anti-racista. Como foi manipulada para atacar Israel, vários países[4] negaram-se a participar dela desde o princípio. Ironicamente, apesar do seu histórico, o presidente iraniano foi um dos principais oradores. Quando começou sua diatribe contra Israel e negando o Holocausto – justamente na véspera do Yom HaShoah, o dia em que se lembra o assassinato de 6 milhões de judeus no tempo do nazismo! – os delegados da União Européia se retiraram em protesto. Ficaram os representantes dos países que parecem concordar com Ahmadinejad, entre eles os brasileiros, ouvindo até o final o discurso de ódio aos judeus[5]. Assim, mais uma vez, o Brasil escolheu as más companhias.

É importante lembrar que o Irã (a Pérsia) tem grande destaque na Bíblia (veja os livros dos profetas Daniel, Ageu, Esdras, Neemias e de Ester). A Pérsia foi um dos impérios da visão da grande estátua do rei Nabucodonosor – interpretada pelo profeta Daniel, essa imagem representa todo o desenrolar da história das nações, até o estabelecimento do reino de Deus (Daniel 2, veja o Apocalipse). Os persas também são citados como aliados de Gogue na invasão de Israel "nos últimos dias'' (Ezequiel 38.5). Portanto, as profecias bíblicas revelam o papel do Irã no cenário mundial e nos permitem entender o que realmente há por trás do comportamento atual desse país. Ao estreitar seus laços com ele – enquanto se distancia de Israel – o governo brasileiro se expõe ao juízo anunciado em Gênesis 12.3: "...amaldiçoarei os que te amaldiçoarem'' .

As pessoas e os países podem escolher com quem se relacionar e andar – mas as más companhias revelam a inclinação de quem as procura e, quando não há afastamento delas, o final sempre é trágico. Você gostaria que seus filhos andassem com quem tem um “currículo” semelhante ao do presidente iraniano? Sem dúvida, a má escolha dessa amizade é extremamente preocupante. (Ingo Haake – http://www.Beth-Shalom.com.br)

Notas:

  1. O Irã promoveu as conferências “Um Mundo sem Sionismo” (em outubro de 2005) e de questionamento do Holocausto (em dezembro de 2006, com a presença de destacados revisionistas e anti-semitas de todo o mundo). Há uma longa lista de declarações anti-israelenses dos líderes iranianos e, especialmente, de Ahmadinejad, em encontros e eventos: http://en.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Ahmadinejad_and_Israel
  2. Antes que alguém se ofenda, achando que se trata de “acusações” contra o “povo iraniano”: nenhuma delas se refere aos iranianos como pessoas, mas ao regime que os governa, do qual eles são as primeiras vítimas. Além disso, trata-se de fatos amplamente noticiados e conhecidos.
  3. A Open Doors USA (Portas Abertas) relata: "A partir de 2008 houve forte endurecimento com as igrejas que se reúnem nos lares. Mais de 50 cristãos foram presos por sua fé numa das sociedades mais repressivas do mundo. Um casal cristão morreu após ser interrogado por funcionários governamentais... Apenas as igrejas armênias e assírias podem instruir seus conterrâneos em sua própria língua, mas é proibido ensinar pessoas de origem islâmica (que falam farsi). Muitos cultos são monitorados pela polícia secreta... Por pressão das autoridades, os cristãos são oprimidos e têm dificuldades em achar empregos e mantê-los logo que se descobre sua religião". (extraído de http://www.opendoorsusa.org/UserFiles/File/Open%20Doors%20World%20Watch%20List%202009.pdf)
  4. Israel, EUA, Austrália, Alemanha, Canadá, Itália, Suécia, Nova Zelândia e Polônia.
  5. As notas posteriores de crítica do discurso de Ahmadinejad não parecem muito convincentes, pois não era difícil prever que na conferência, manipulada para servir de plataforma de condenação de Israel, só poderia haver esse tipo de manifestação.

Vídeo: Europeus saíram quando Presidente do Irão apelidou Israel de governo racista: http://www.youtube.com/watch?v=FA6DCrBRrZI&feature=player_embedded

 

 

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