Segundo ela já estava mais do que na hora de a Justiça reconhecer que os homossexuais têm capacidade de constituir uma família em plenas condições de criar, educar, proteger e amar uma criança.
Diante da defesa aplicada pela Drª Maria Berenice, ficamos a pensar, quais as bases e princípios do posicionamento da Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFam. Pois a questão não é os benefícios que as crianças merecem, pois elas merecem muito mais que educação, proteção e amor. A questão é que tipo de moralidade esta criança estará adquirindo, pois ela estará recebendo uma formação que foge dos princípios do homem, da ciência e de Deus.
Na lei de Deus não encontramos vestígios de uma criação ou formação meio termo. As escrituras hebraicas (Bíblia sagrada) diz “ No principio criou Deus, o homem, e viu que não era bom que o homem estivesse sozinho, então formou a mulher, (adjuntora)” Entendemos que no principio da humanidade o propósito de Deus, na formação do sexo masculino e do sexo feminino, era um propósito amplo de satisfação pessoal e universal conforme narra o livro de Gênesis.
Segundo o Padre Luiz Antônio Bento, assessor da comissão para vida e família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), “Nem sempre o que é legal é moral e ético”, afirma ele. "Cremos que a questão da adoção por casais homossexuais fere o direito da criança de crescer nessa referência familiar." Para padre Bento, as crianças têm o direito de conviver com as figuras masculinas e femininas no papel de pais.
O pastor Paulo Freire, presidente do conselho de doutrina da igreja evangélica Assembléia de Deus, tem posição semelhante a do padre Bento. "A criança precisa da figura do pai e da mãe para entender a vida". Para Freire, a instituição não é contra homossexuais. O que é de se avaliar é a existência de dois pais ou duas mães, pois confunde a criança sobre as figuras tradicionais da paternidade.
A FEB (Federação Espírita Brasileira) discorda de que a adoção por um casal gay pode ter efeitos negativos sobre a criança. "O mais importante em termos de educação e família é o amor. Com ele, não se entra na questão da sexualidade", disse Geraldo Campetti, diretor-executivo da FEB.
Para Campetti, o importante é a preservação da família e a formação do caráter.
Retornamos a pergunta: que família é esta defendida por Campetti ? Família com apenas uma geração de durabilidade, pois uma das grandes façanhas da família (homem mulher) é manter sua espécie, e como manterão sendo ambos do mesmo sexo?